Motorista é preso com 467 kg de cocaína escondidos em carga de abacaxi na BR-153, no Tocantins
Ação da Polícia Federal integra investigação para desarticular esquema que usa transporte de alimentos no tráfico de drogas.
Kenar Lima/Bastidores do Tocantins
A apreensão de quase meia tonelada de cocaína na rodovia BR-153, em Tabocão, no norte do Tocantins, revelou mais um capítulo da atuação de organizações criminosas que utilizam cargas de alimentos para transportar entorpecentes pelo país. A ação ocorreu no último domingo (12) e resultou na prisão do motorista do caminhão.
De acordo com a Polícia Federal, o suspeito foi detido em flagrante após equipes identificarem 467 quilos de cocaína escondidos em meio a uma carga de abacaxis. O nome do motorista não foi divulgado.
A abordagem aconteceu após troca de informações entre a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e a Polícia Militar de Goiás, que passaram a monitorar o veículo suspeito até a interceptação na rodovia.
a vistoria, os agentes localizaram centenas de tabletes da droga ocultos sob as frutas. O motorista foi conduzido à unidade da Polícia Federal e, posteriormente, encaminhado à Unidade Penitenciária de Guaraí, onde permanece à disposição da Justiça.
Esquema criminoso usava cargas para esconder drogas
Segundo as investigações, a ação faz parte de uma estratégia mais ampla para desarticular a logística de grupos criminosos que utilizam o transporte de alimentos como forma de ocultar grandes quantidades de drogas.
A operação integra a chamada Operação Sentinela Pascal, coordenada pela FICCO, que tem como objetivo combater o tráfico interestadual e internacional, especialmente em períodos de maior fluxo nas rodovias, como feriados.
Carga de alimentos será reaproveitada
Enquanto a droga foi apreendida e levada para a sede da Polícia Federal, a carga de abacaxis terá destino social. As frutas serão doadas à Secretaria Municipal de Educação de Guaraí e utilizadas na merenda escolar.
Tocantins na rota do tráfico
A Polícia Federal aponta que o Tocantins tem sido utilizado como corredor logístico por organizações criminosas, devido à sua localização estratégica e ao intenso fluxo de cargas nas rodovias.
As investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos e desarticular toda a cadeia logística e financeira do esquema criminoso.



