Saúde

Lula inicia tratamento complementar contra câncer de pele após retirada de tumor

Presidente fará sessões de radioterapia no couro cabeludo para prevenir retorno de carcinoma basocelular, tipo mais comum de câncer de pele.

Kenar Lima/Bastidores do Tocantins 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou nesta segunda-feira, 25, um tratamento complementar de radioterapia superficial no couro cabeludo após a retirada de um carcinoma basocelular, tipo mais frequente de câncer de pele no Brasil. Segundo informações divulgadas pelo Hospital Sírio-Libanês, o tratamento possui caráter preventivo e não deve provocar efeitos colaterais significativos.

O carcinoma basocelular representa cerca de 80% dos casos de câncer de pele não melanoma diagnosticados no país, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Apesar de raramente provocar metástase, especialistas alertam que a doença pode crescer lentamente e causar destruição de tecidos e deformidades quando não tratada precocemente.

A lesão retirada de Lula estava localizada no couro cabeludo e, segundo a equipe médica, não apresentou disseminação para outras partes do corpo. Após a cirurgia realizada em abril, os médicos optaram pela radioterapia complementar para reduzir o risco de retorno da doença.

O que é o carcinoma basocelular

O carcinoma basocelular surge nas células basais da pele, localizadas na camada mais profunda da epiderme. O tumor aparece principalmente em áreas frequentemente expostas ao sol, como rosto, pescoço, orelhas e couro cabeludo.

Especialistas explicam que o tumor costuma apresentar crescimento lento e local, raramente gerando metástases. No entanto, quando negligenciado, pode atingir cartilagens, ossos e estruturas profundas da face.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • feridas que não cicatrizam;
  • lesões que coçam ou sangram;
  • crostas persistentes;
  • pequenos nódulos brilhantes ou avermelhados;
  • manchas que descamam repetidamente.

Exposição ao sol é principal fator de risco

O principal fator associado ao desenvolvimento do carcinoma basocelular é a exposição prolongada ao sol sem proteção adequada ao longo da vida.

Pessoas de pele clara, olhos claros, trabalhadores expostos diariamente ao sol e indivíduos com histórico de queimaduras solares possuem maior risco de desenvolver a doença. O câncer também é mais comum após os 40 anos de idade.

No caso do couro cabeludo, o risco aumenta em pessoas com calvície ou rarefação capilar, devido à maior exposição da região à radiação ultravioleta.

Radioterapia será preventiva

Segundo o Hospital Sírio-Libanês, Lula fará 15 sessões de radioterapia superficial. O tratamento utiliza radiação de baixa profundidade concentrada na pele, sem atingir órgãos internos.

A radioterapia costuma ser indicada em casos nos quais:

  • o tumor está localizado em regiões delicadas;
  • há risco de células microscópicas remanescentes;
  • as margens cirúrgicas foram reduzidas;
  • a lesão apresenta maior risco de retorno.

Especialistas afirmam que a combinação entre cirurgia e radioterapia pode elevar as taxas de cura para até 95%.

As sessões devem durar cerca de 10 minutos e, segundo os médicos, não devem interferir na rotina diária do presidente.

Acompanhamento é essencial

Dermatologistas alertam que pacientes que já tiveram carcinoma basocelular possuem maior risco de desenvolver novas lesões no futuro e precisam manter acompanhamento médico periódico.

A prevenção continua baseada principalmente em:

  • uso diário de protetor solar;
  • utilização de chapéus e bonés;
  • roupas com proteção UV;
  • evitar exposição intensa ao sol entre 10h e 16h.

Bastidores do Tocantins

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