Padrasto encontrado morto em incêndio com jovem em Araguaína tinha condenações por homicídio no trânsito e assassinato de enteada
Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, possuía histórico criminal marcado por crimes graves; polícia investiga circunstâncias da morte dele e da enteada de 19 anos.
Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins
A morte de Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, encontrado carbonizado ao lado da enteada Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, em uma residência de Araguaína, trouxe à tona um histórico criminal marcado por condenações por homicídio no trânsito e pelo assassinato de outra enteada ocorrido em 2009.
O caso mais recente está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Araguaína. Os corpos de Ivano e Laiane foram encontrados na última quarta-feira, 3, após um incêndio que destruiu parte do imóvel. Segundo informações da polícia, ambos estavam sem roupas na parte inferior do corpo e, no local, foi encontrado um galão com vestígios de gasolina.
Histórico criminal
Documentos da Justiça apontam que o primeiro crime atribuído a Ivano ocorreu em dezembro de 2007, quando ele atropelou e matou um homem no setor JK, em Araguaína. Na época, trabalhava como motorista profissional e conduzia uma carreta quando atingiu a vítima.
De acordo com a investigação, após o acidente, Ivano deixou o local sem prestar socorro. Posteriormente, alegou que fugiu por medo de ser agredido por populares. O caso resultou em condenação por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com pena de dois anos e quatro meses de detenção, além da suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Crime que chocou o Tocantins
Dois anos depois, em novembro de 2009, Ivano voltou a ser alvo das autoridades após ser acusado de estuprar e matar a então enteada, Layla Athyla Maranhão Vales, de 19 anos.
Segundo o Ministério Público, após cometer o crime, ele ateou fogo ao corpo da jovem e à residência da família na tentativa de ocultar vestígios do assassinato e da violência sexual.
O caso teve grande repercussão no Tocantins e resultou na condenação de Ivano a 35 anos de prisão em regime fechado. Durante o período de cumprimento da pena, ele obteve progressão de regime e passou a utilizar tornozeleira eletrônica, além de receber autorização para trabalho externo.
Investigação da morte
As circunstâncias que envolveram a morte de Ivano e de Laiane Cardoso seguem sendo apuradas pela Polícia Civil. Um dos pontos analisados pelos investigadores é a presença de gasolina no imóvel e a semelhança do cenário encontrado com o método utilizado no crime ocorrido em 2009.
A perícia técnica foi realizada no local e os laudos devem auxiliar na reconstrução dos fatos. Até o momento, a polícia não divulgou conclusões sobre a dinâmica do incêndio nem sobre a causa das mortes.
O caso permanece sob investigação.



