Palmas presta homenagem às vítimas de acidente aéreo cinco anos após a tragédia
Clube relembra atletas, dirigente e piloto mortos em 24 de janeiro de 2021 e reforça solidariedade às famílias; relatório do Cenipa apontou excesso de peso como fator determinante do acidente
Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins
O Palmas Futebol e Regatas prestou, neste sábado (24), homenagem às vítimas do acidente aéreo que vitimou seis pessoas, entre elas quatro atletas do clube, o piloto da aeronave e o presidente da delegação. A tragédia completou cinco anos e segue marcada na história do futebol tocantinense.
Perderam a vida no acidente o piloto Wagner Machado, de 59 anos; o presidente do clube Lucas Meira, de 32; o goleiro Ranule, de 27; o lateral-esquerdo Lucas Praxedes, de 23; o zagueiro Guilherme Noé, de 28; e o atacante Marcus Molinari, de 23 anos.
A queda da aeronave ocorreu em 24 de janeiro de 2021, logo após a decolagem da pista da Associação Tocantinense de Aviação, no distrito de Luzimangues, em Porto Nacional. A delegação seguia para Goiânia, onde o Palmas enfrentaria o Vila Nova pela Copa Verde.
Em publicação nas redes sociais, o clube destacou que as vítimas “jamais serão esquecidas” e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e torcedores.
“Neste 24 de janeiro, o Palmas Futebol e Regatas relembra com respeito e saudade seus atletas e o piloto da aeronave, vítimas do trágico acidente aéreo de 2021. Aos familiares, amigos e torcedores, nosso abraço e nossa homenagem.
Seguiremos honrando cada história, cada sonho e cada vida que marcou para sempre o nosso clube. Jamais serão esquecidos”, declarou o clube.
A Federação Tocantinense de Futebol (FTF) também prestou homenagem às vítimas. Antes do início da segunda rodada do Campeonato Tocantinense, foi respeitado um minuto de silêncio em todos os jogos da competição.
Relatório do Cenipa
De acordo com o relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), o excesso de peso foi um dos fatores determinantes para a queda da aeronave. A investigação apontou que o avião pode ter decolado com cerca de 300 quilos acima do limite estabelecido pelo fabricante, comprometendo sua capacidade de ganho de altitude.
Testemunhas relataram que o impacto com o solo ocorreu poucos segundos após a tentativa de decolagem, seguido por duas explosões. A aeronave caiu a aproximadamente 150 metros da cabeceira da pista. Os tanques de combustível, localizados nas asas, teriam atingido o solo simultaneamente, provocando o incêndio que destruiu a estrutura do avião.
A análise técnica descartou falhas mecânicas. Segundo o relatório, motores e hélices apresentavam indícios de funcionamento normal no momento do impacto, e não foram observados sinais anormais durante a decolagem.
A investigação também avaliou a condição psicológica do piloto Wagner Machado Júnior, considerado experiente e criterioso, que teria cumprido todos os procedimentos de rotina antes do voo. Com a exclusão de outros fatores, a comissão concentrou a apuração no peso e balanceamento da aeronave.
O relatório ainda menciona que o avião havia sofrido danos substanciais em 2014, após um acidente em um aeródromo de Brasília, quando o piloto esqueceu de acionar o trem de pouso durante a aterrissagem.



