Saúde

Sarampo: saiba reconhecer os sintomas, os riscos da doença e quando procurar a vacinação

Doença altamente contagiosa pode causar complicações graves; vacinação continua sendo a principal forma de prevenção.

Kenar Lima/Bastidores do Tocantins 

O sarampo voltou a despertar atenção das autoridades de saúde diante do risco de reintrodução e disseminação da doença no Brasil. Em junho deste ano, o Ministério da Saúde emitiu alerta relacionado ao aumento da circulação do vírus nas Américas e ao intenso fluxo internacional de viajantes durante a Copa do Mundo de 2026.

Na ocasião, a pasta destacou a possibilidade de entrada de pessoas infectadas no país e recomendou, em determinadas situações epidemiológicas, a aplicação da chamada dose zero da vacina tríplice viral em crianças de 6 a 11 meses, com o objetivo de ampliar a proteção da faixa etária mais vulnerável às formas graves da doença.

O sarampo é uma infecção viral altamente contagiosa e, apesar dos avanços alcançados com a vacinação, ainda representa risco à saúde pública quando a cobertura vacinal diminui.

Como acontece a transmissão

A transmissão ocorre de uma pessoa para outra por meio de partículas eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para grande parte das pessoas próximas que não estejam protegidas pela vacinação ou por imunidade prévia.

A transmissão pode ocorrer antes mesmo do aparecimento das manchas vermelhas características da doença e permanecer por alguns dias após o início do exantema.

Principais sintomas

Entre os sinais mais característicos do sarampo estão a febre alta e as manchas vermelhas pelo corpo.

Outros sintomas que podem aparecer incluem:

  • tosse seca;
  • irritação e vermelhidão nos olhos;
  • mal-estar intenso;
  • febre acima de 38,5°C.

As manchas costumam surgir inicialmente no rosto e atrás das orelhas e, posteriormente, espalham-se para outras regiões do corpo.

A persistência da febre pode indicar agravamento do quadro e exige atenção especial, principalmente em crianças menores de cinco anos.

Sarampo pode provocar complicações graves

Embora muitas pessoas se recuperem, o sarampo pode evoluir para complicações importantes, sobretudo em crianças pequenas e pessoas mais vulneráveis.

Entre os problemas associados à doença estão pneumonia, infecção no ouvido e encefalite, uma inflamação cerebral que pode provocar sequelas graves.

Em situações mais severas, as complicações do sarampo também podem levar à morte.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico pode começar pela avaliação clínica dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente.

A confirmação laboratorial pode ser realizada por meio da coleta de sangue e também de amostras de secreções da orofaringe e nasofaringe, além de urina.

Diante da suspeita de sarampo, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e orientação profissional.

Existe tratamento?

Não existe medicamento específico capaz de eliminar o vírus do sarampo. O tratamento é direcionado principalmente ao controle dos sintomas e à prevenção de complicações.

Em casos sem complicações, medidas como hidratação, suporte nutricional e controle da febre fazem parte dos cuidados.

O uso de medicamentos deve ser realizado somente com orientação profissional. Antibióticos não tratam o sarampo e só devem ser utilizados quando prescritos para tratar alguma infecção bacteriana secundária.

Vacinação é principal forma de prevenção

A imunização continua sendo a principal ferramenta para impedir a transmissão do sarampo.

As vacinas utilizadas podem ter diferentes apresentações:

Dupla viral: protege contra sarampo e rubéola e pode ser utilizada em determinadas estratégias de bloqueio vacinal.

Tríplice viral: protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Tetraviral: protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela, conhecida como catapora.

A indicação de cada vacina depende da idade, do histórico vacinal e da situação epidemiológica.

Confira o esquema de vacinação

Na rotina de vacinação, o esquema contra o sarampo leva em consideração a faixa etária e a existência ou não de doses anteriores.

  • 12 meses: primeira dose da vacina tríplice viral;
  • 15 meses: segunda dose, podendo ser administrada por meio da vacina tetraviral;
  • 5 a 29 anos: quem não tiver comprovação de vacinação deve completar duas doses, respeitando o intervalo recomendado;
  • 30 a 59 anos: pessoas sem comprovação de vacinação prévia devem receber a dose indicada conforme avaliação do serviço de saúde.

Em situações de maior risco epidemiológico, como surtos ou exposição ao vírus, crianças entre 6 e 11 meses podem receber uma dose adicional. Essa aplicação antecipada, porém, não substitui as doses previstas no calendário de rotina após os 12 meses.

A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gestação. Mulheres que não estejam adequadamente imunizadas devem buscar orientação do serviço de saúde para atualização da vacinação no período adequado.

Quando procurar atendimento

Pessoas que apresentem febre acompanhada de manchas vermelhas pelo corpo, especialmente quando associadas a tosse, irritação nos olhos ou histórico de contato com casos suspeitos, devem procurar atendimento de saúde.

A avaliação profissional é importante tanto para o diagnóstico quanto para evitar a transmissão da doença para outras pessoas.

Bastidores do Tocantins

Bastidores do Tocantins é um Blog de seres, fazeres e dizeres do estado de Tocantins.

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