Palmas lança mapeamento de pescadores artesanais e comunidades ribeirinhas nesta sexta-feira
Levantamento será o terceiro realizado pela Prefeitura em 2026 com povos e comunidades tradicionais e integra a construção do Plano Municipal de Igualdade Racial.
Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins
A Prefeitura de Palmas realiza nesta sexta-feira, 18, o lançamento do Mapeamento Participativo dos Povos e Comunidades Tradicionais Ribeirinhas e Pescadores Artesanais de Palmas.
O evento será realizado a partir das 14h, na sala de reuniões da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedes), localizada na ACSE 1 (104 Sul), Avenida LO-03.
Na ocasião, serão apresentados o formulário on-line e as orientações para que representantes das comunidades façam o preenchimento correto das informações e conheçam as etapas previstas para o levantamento.

Construção foi feita com participação das entidades
O mapeamento foi elaborado de forma conjunta pela Secretaria Extraordinária da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (Seirdh), pela Colônia de Pescadores Z-10 de Palmas e pela Associação dos Pescadores Profissionais do Estado do Tocantins (Appet).
Desde o início de setembro, foram realizadas reuniões e visitas de campo com o objetivo de conhecer melhor a realidade desses grupos e adaptar o questionário às características específicas de pescadores artesanais e comunidades ribeirinhas.
Gestão quer ampliar escuta das comunidades
O secretário extraordinário da Igualdade Racial e Direitos Humanos, Joelson Soares, destacou que a proposta é ampliar a aproximação do poder público com grupos historicamente pouco visibilizados.
“Os pescadores e os ribeirinhos carregam conhecimentos, tradições e uma relação com os recursos naturais que não podem ser excluídos da nossa sociedade. Precisamos conhecê-los, enxergar suas demandas e ajudar a preservar esse modo de vida, pois isso é um ganho para o nosso Município”, afirmou.
Terceiro levantamento de 2026
Esse será o terceiro mapeamento realizado pela Prefeitura de Palmas em 2026 com foco em povos e comunidades tradicionais.
Antes, o Município já havia desenvolvido levantamentos sobre povos de terreiro e de matriz africana e povos ciganos.
Nas próximas etapas, a previsão é avançar com levantamentos voltados às benzedeiras, quebradeiras de coco, indígenas e quilombolas.
As ações fazem parte do processo de construção do Plano Municipal de Igualdade Racial.
Quem são os povos e comunidades tradicionais
O Decreto Federal nº 6.040/2007 define povos e comunidades tradicionais como grupos culturalmente diferenciados, que se reconhecem como tais, possuem formas próprias de organização social e utilizam territórios e recursos naturais como parte essencial de sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica.
Esses grupos também mantêm conhecimentos, práticas e formas de vida transmitidos entre gerações.



