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Operação Tigre de Areia: Polícia Civil mira grupo suspeito de movimentar mais de R$ 20 milhões com jogos ilegais em Palmas

Investigação aponta exploração de apostas online, lavagem de dinheiro e uso de redes sociais para promover plataformas ilegais.

Kenar Lima/Bastidores do Tocantins 

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou nesta quinta-feira (14) a Operação Tigre de Areia, com o objetivo de desarticular um grupo investigado pela prática de exploração ilegal de jogos de azar, promoção de loterias não autorizadas, associação criminosa e lavagem de dinheiro em Palmas.

A ação é coordenada pela 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC – Palmas) e ocorre após decisão da 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas, que autorizou o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de ativos financeiros, sequestro de bens móveis e imóveis e suspensão de perfis em redes sociais supostamente utilizados para a prática criminosa.

Segundo a Polícia Civil, as investigações identificaram uma estrutura organizada voltada à divulgação de plataformas ilegais de apostas online e à realização de sorteios sem autorização legal. A operação também integra o programa Brasil Contra o Crime Organizado – Divisas, coordenado pela Secretaria Nacional da Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

De acordo com os levantamentos realizados pela 1ª DEIC, o grupo investigado movimentou mais de R$ 20 milhões em aproximadamente um ano, valor considerado incompatível com a renda formal declarada pelos envolvidos.

Conforme a investigação, a principal suspeita, uma influenciadora digital, declarava renda mensal inferior a R$ 4 mil. Já a mãe dela, que teria ocupação registrada como faxineira e renda de pouco mais de R$ 3 mil, movimentou cerca de R$ 9 milhões durante o período investigado.

A Polícia Civil também identificou indícios do uso de empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e familiares, além da pulverização de recursos por meio de transferências fracionadas, inclusive para instituições religiosas, estratégia que, segundo a investigação, seria utilizada para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Durante a operação, foram apreendidos três veículos e sequestrados judicialmente três imóveis residenciais e sete lotes em diferentes regiões. A Justiça também autorizou a quebra do sigilo telemático dos investigados.

O delegado-chefe da 1ª DEIC, Wanderson Chaves de Queiroz, destacou a complexidade da investigação e o trabalho técnico realizado pelas equipes policiais.

“Trata-se de uma investigação robusta, conduzida a partir de inteligência policial e análise financeira, que revelou uma estrutura voltada à exploração ilegal de jogos e à ocultação de patrimônio. O trabalho teve como foco interromper a continuidade das atividades criminosas e preservar elementos essenciais para a responsabilização dos envolvidos”, afirmou.

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento e novas medidas poderão ser adotadas ao longo da apuração.

Bastidores do Tocantins

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