Polícia Civil procura suspeitos de estelionato contra idosos no Bico do Papagaio
Investigação identificou 22 vítimas e rastreou cerca de R$ 78,8 mil obtidos por meio de empréstimos supostamente contratados mediante fraude
Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins
A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 8ª Delegacia de Polícia de Buriti do Tocantins, procura Jaqueline dos Santos Silva, de 27 anos, e Fernando Cardoso Paysan, de 44 anos, investigados pelo crime de estelionato. Segundo as investigações, as principais vítimas seriam pessoas idosas e hipervulneráveis, algumas delas analfabetas ou com pouca familiaridade com serviços bancários e meios eletrônicos. O esquema teria sido praticado na região do Bico do Papagaio.
Qualquer informação que possa levar à localização dos suspeitos pode ser repassada à 8ª Delegacia de Polícia de Buriti do Tocantins, pelo telefone (63) 3901-7270 (WhatsApp), ou pelo 197 da Polícia Civil. O sigilo é garantido.
Contra os investigados há mandados de prisão preventiva em aberto, expedidos pela Vara Criminal, de Violência Doméstica e Juizado Especial Criminal de Araguatins. Apesar das diligências realizadas, os dois seguem foragidos.
Crime
No curso do Inquérito Policial, a análise de dados obtidos mediante autorização judicial permitiu identificar 22 vítimas e rastrear aproximadamente R$ 78.814,29 em recursos provenientes de empréstimos supostamente contratados mediante fraude.
Conforme apurado, os investigados se valiam de técnicas de engenharia social para conquistar a confiança das vítimas. Em algumas situações, elas eram acompanhadas até instituições bancárias sob o pretexto de realizar recadastramento biométrico, atualização de benefícios ou outros procedimentos administrativos.
Durante a abordagem, as vítimas eram orientadas a utilizar a biometria nos terminais bancários, supostamente sem compreender que, na realidade, poderiam estar autorizando operações financeiras, incluindo empréstimos e transferências.
Um dos casos que integram a investigação envolve um idoso de 81 anos, analfabeto, que teria sido conduzido a um posto de atendimento bancário e induzido a realizar uma validação biométrica. A operação resultou na contratação de um empréstimo de aproximadamente R$ 2,8 mil, cujo valor foi posteriormente direcionado para uma conta identificada durante a investigação.
A partir da quebra de sigilo bancário autorizada judicialmente, os policiais civis conseguiram reconstruir parte do caminho percorrido pelo dinheiro. A análise financeira apontou duas contas receptoras utilizadas para concentrar valores provenientes das vítimas. Em uma delas foram rastreados cerca de R$ 44,2 mil, enquanto a outra recebeu aproximadamente R$ 34,5 mil.
As investigações prosseguem com a análise de informações bancárias e tecnológicas destinadas a identificar os responsáveis pela execução das fraudes, os beneficiários dos recursos e a eventual participação de outras pessoas no esquema.



