Dorinha destaca propostas para saúde, economia e combate à violência no primeiro debate
Candidata apresentou medidas para regionalizar o atendimento de saúde, confirmou o Hospital Geral de Araguaína para o início de 2027 e defendeu responsabilidade fiscal sem aumento de impostos e taxas
Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins
A candidata da coligação União pelo Tocantins ao Governo do Estado, Professora Dorinha (União Brasil), apresentou propostas para áreas como saúde, economia, infraestrutura e segurança durante o primeiro debate entre os candidatos ao Palácio Araguaia, realizado nesta terça-feira, 18 de agosto, pela TV Record News Tocantins/TV Cristal e pela rede de rádios Hits FM.
Na área da saúde, Dorinha defendeu a regionalização dos serviços para ampliar o acesso da população a consultas, exames e cirurgias. Entre as medidas apresentadas estão a implantação de policlínicas, a ampliação de convênios para cirurgias eletivas, o uso da telemedicina e a integração entre Estado, municípios e governo federal.

“O cidadão não pode ficar no meio de uma disputa sobre quem é responsável pelo atendimento. Cabe ao Estado coordenar a rede, acompanhar de perto os hospitais e buscar soluções para que o serviço chegue a quem precisa”, afirmou.
A candidata também destacou o concurso público realizado neste ano para reforçar o quadro da saúde estadual.
Regionalização da saúde
Ao responder a uma pergunta sobre saúde pública, Dorinha afirmou que a regionalização será uma das prioridades de sua gestão e confirmou que o Hospital Geral de Araguaína deverá entrar em funcionamento no início de 2027. Segundo a candidata, a unidade, com mais de 400 leitos, tem previsão de chegar a 90% de execução até o fim deste ano.
O planejamento apresentado inclui ainda a conclusão do novo hospital de Gurupi, a modernização do Hospital Regional de Augustinópolis, a construção do hospital de Araguatins e o fortalecimento das unidades de Arraias e Dianópolis. Em Palmas, Dorinha defendeu apoio ao hospital municipal e a viabilização do Hospital Universitário.
Economia e responsabilidade fiscal
Sobre economia, Dorinha defendeu parcerias com a iniciativa privada para acelerar obras e melhorar serviços públicos, desde que sejam planejadas de forma responsável e não resultem em custos excessivos para a população.
A candidata também propôs a redução de despesas, a racionalização da estrutura administrativa e a melhoria da aplicação dos recursos públicos.
“Somos contrários ao aumento de impostos e taxas. Vamos buscar alternativas que permitam entregar os serviços com mais rapidez, responsabilidade e transparência, sem penalizar quem produz e trabalha no Tocantins”, declarou.
Segundo Dorinha, concessões e parcerias devem ser analisadas com rigor, discutidas com a população e adotadas quando apresentarem benefícios concretos para o Estado.
Combate à violência contra a mulher
Durante o debate, a candidata também defendeu o respeito no confronto de ideias e afirmou que não aceitará ataques ou tentativas de intimidação por ser mulher.
“Não é porque eu sou mulher que vou aceitar qualquer tipo de desrespeito. Não tenho nenhuma dificuldade em debater, apresentar posições diferentes e fazer esse enfrentamento, mas exijo respeito e nível no debate”, afirmou.
Ao tratar da violência contra a mulher, Dorinha classificou como inaceitáveis os índices de violência e feminicídio no Tocantins. Ela defendeu o fortalecimento da rede de segurança e a criação de novos mecanismos de prevenção e enfrentamento.
“É necessário não apenas aprimorar a rede de segurança já existente, mas criar novos mecanismos eficazes de combate ao feminicídio e a todas as formas de violência de gênero”, disse.
Desenvolvimento do Tocantins
Nas considerações finais, Dorinha afirmou que as propostas apresentadas durante a campanha precisam ser viáveis e executáveis. Entre os desafios citados estão a redução das desigualdades, o apoio aos municípios de pequeno porte, o fortalecimento da saúde e da segurança pública e o aproveitamento da localização estratégica do Tocantins para ampliar a logística e estimular o desenvolvimento.
“O Tocantins tem riqueza e um grande potencial, mas precisa crescer com equilíbrio e justiça social. A responsabilidade de quem governa é enxergar o Estado como um todo e dar respostas às diferentes necessidades da população”, concluiu.



