Política

PL anuncia apoio ao fim da escala 6×1 e defenderá jornada 4×3 sem período de transição

Líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante afirma que bancada apresentará destaque para adoção imediata da semana com quatro dias de trabalho e três de descanso.

Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins 

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), anunciou nesta terça-feira, 26, que a bancada do partido votará favoravelmente ao fim da escala 6×1 e defenderá a implantação da jornada 4×3, modelo que prevê quatro dias de trabalho e três de descanso semanais.

A proposta será apresentada como destaque durante a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da redução da jornada semanal de trabalho. A votação do parecer está prevista para esta quarta-feira, 27, na comissão especial da Câmara dos Deputados.

A mudança de posicionamento do PL ocorre após repercussão negativa de uma emenda apresentada anteriormente pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS), apoiada por parlamentares do partido, que previa possibilidade de ampliação da jornada semanal para até 52 horas em alguns casos, com período de transição de dez anos. A proposta acabou retirada após críticas.

PL quer adoção imediata da escala 4×3

Durante discurso na tribuna da Câmara, Sóstenes afirmou que o partido defenderá uma proposta mais ampla que a apresentada pelo governo federal.

“Nós vamos apresentar destaque de preferência para votarmos a escala 4 por 3, porque nós somos a favor do trabalhador trabalhar menos, ficar em casa, descansar com a sua família”, declarou.

Segundo o parlamentar, o PL também é contrário à criação de período de transição para implantação da nova jornada.

“Nós não queremos que isso valha para depois da eleição. Nós queremos que seja imediatamente aplicado o 4 por 3 no Brasil”, afirmou.

O que prevê a PEC

O texto em análise prevê o fim gradual da escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, mantendo dois dias de descanso semanal.

A escala 6×1 é utilizada principalmente nos setores de comércio e serviços, com seis dias consecutivos de trabalho para um dia de folga.

Já a proposta defendida pelo PL segue modelo semelhante ao apresentado pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), estabelecendo jornada semanal de 36 horas distribuídas em quatro dias de trabalho.

Debate divide Congresso e setores econômicos

A proposta ganhou força nas últimas semanas após mobilizações de trabalhadores, sindicatos e campanhas nas redes sociais em defesa da redução da jornada de trabalho.

Por outro lado, setores empresariais demonstram preocupação com os impactos econômicos da medida, especialmente em segmentos com alta demanda operacional.

Mesmo dentro da base governista, há resistência à implantação da jornada de 36 horas semanais. Integrantes do governo Lula e parlamentares do PT defendem a redução para 40 horas, mas avaliam que a mudança para o modelo 4×3 pode gerar impactos mais bruscos em determinados setores da economia.

Bastidores do Tocantins

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