Dia do Artesão: Governo do Tocantins destaca força do ‘feito à mão’ na economia e na cultura do estado
Com apoio da gestão do governador Wanderlei Barbosa, artesanato se consolida como expressão cultural, geração de renda e política pública estratégica.
Kenar Lima/Bastidores do Tocantins
No Tocantins, o artesanato vai além da prática manual e se consolida como ferramenta de identidade cultural, geração de renda e desenvolvimento social. Neste 19 de março, quando é celebrado o Dia do Artesão — data que também marca o Dia de São José, padroeiro de Palmas — o Governo do Estado reforça o compromisso com o fortalecimento do setor, por meio de ações coordenadas pela Secretaria da Cultura (Secult).
Na gestão do governador Wanderlei Barbosa, o artesanato tem recebido atenção estratégica, sendo reconhecido como um dos pilares da economia criativa e da valorização cultural tocantinense. A política estadual tem ampliado oportunidades para os artesãos, fortalecendo a produção, a comercialização e a inserção em mercados dentro e fora do estado.
Produzido a partir de matérias-primas como fibras, sementes, madeira, argila e minerais, o artesanato tocantinense reflete a diversidade cultural do estado. Presente em comunidades urbanas e rurais, entre povos indígenas, quilombolas e artesãos independentes, o fazer manual conecta tradição e inovação, mantendo vivos saberes ancestrais.
Além do valor simbólico, a atividade também desempenha papel relevante na economia, sendo fonte de renda para milhares de famílias e impulsionando o desenvolvimento local, especialmente em municípios do interior. Nesse contexto, o Governo do Tocantins tem investido na estruturação de políticas públicas que ampliam o acesso a oportunidades e mercados.
O secretário de Estado da Cultura, Adolfo Bezerra, destaca que o artesanato ocupa lugar central nas ações da gestão estadual. “Estamos falando de um setor que preserva saberes ancestrais e, ao mesmo tempo, se conecta com novos mercados. Nosso compromisso é garantir incentivo e oportunidades para que esses trabalhadores continuem inovando e fortalecendo a identidade do Tocantins”, afirmou.
Identidade cultural e saberes tradicionais
A produção artesanal no estado está diretamente ligada à formação cultural tocantinense. Técnicas tradicionais utilizam matérias-primas encontradas na natureza e são transmitidas entre gerações.
Entre os principais destaques está o capim-dourado, símbolo do artesanato do Jalapão,
especialmente na comunidade quilombola Mumbuca, em Mateiros. A técnica, que utiliza a seda do buriti, dá origem a biojoias e utensílios reconhecidos nacionalmente.
Outros materiais como babaçu, buriti e jatobá também são amplamente utilizados, além da cerâmica produzida em municípios como Lajeado, Porto Nacional, Arraias e Pindorama. Em Natividade, a tradição da filigrana em ouro mantém viva uma herança histórica do período colonial.
Saberes indígenas e quilombolas
Grande parte dessa riqueza cultural está nos conhecimentos preservados por povos indígenas e comunidades quilombolas. Entre povos como Karajá, Javaé, Krahô, Xerente e Apinajé, o artesanato carrega significados sociais, espirituais e culturais.
As bonecas Ritxoko, produzidas pelo povo Karajá, são reconhecidas como patrimônio cultural brasileiro e representam a força da tradição e da transmissão de saberes entre gerações.
Investimentos e políticas públicas
Com apoio do Governo do Tocantins, o setor tem avançado por meio de programas e iniciativas estruturantes. Entre eles, destacam-se os editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e o incentivo à participação de artesãos em feiras nacionais.
Entre 2023 e 2025, a presença em eventos resultou em aproximadamente R$ 2,2 milhões em negócios, entre vendas diretas e encomendas, fortalecendo a economia criativa no estado.
Outro eixo importante é o Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), que garante o cadastramento dos profissionais no sistema nacional e a emissão da Carteira Nacional do Artesão, assegurando reconhecimento e acesso a benefícios como capacitações, microcrédito e incentivos fiscais.
Atualmente, o Tocantins conta com mais de 3 mil artesãos cadastrados, número que segue em crescimento com o fortalecimento das políticas públicas.
Memória e preservação cultural
A gestão estadual também atua na preservação da memória do artesanato, por meio da produção de documentários e registros audiovisuais que valorizam mestres e técnicas tradicionais.
Histórias como a da artesã Dona Regina, referência na técnica do labirinto, e do artesão Seu Zeca, que aos 101 anos segue produzindo peças com madeira de buriti, evidenciam a riqueza cultural do estado e a importância da transmissão de saberes entre gerações.
Neste Dia do Artesão, o Governo do Tocantins reforça o reconhecimento aos profissionais que mantêm viva a cultura tocantinense e contribuem diretamente para o desenvolvimento econômico e social do estado.



