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Ônibus que caiu de balsa em Tocantinópolis é retirado do Rio Tocantins após acidente que deixou um morto

Veículo transportava 50 pessoas; motorista Ocivaldo Ferreira, de 43 anos, morreu após ficar preso no bagageiro. Outro condutor foi preso por homicídio culposo.

Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins 

O ônibus de turismo que caiu de uma balsa em Tocantinópolis, no Bico do Papagaio, foi retirado do Rio Tocantins na tarde desta segunda-feira (27). O acidente, ocorrido na madrugada de domingo (26), provocou a morte do motorista Ocivaldo Ferreira da Silva, de 43 anos, que ficou preso no bagageiro do veículo.

A operação de retirada foi realizada pela empresa responsável pelo ônibus, com apoio da Pipes, concessionária que administra a balsa. Segundo informações da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, a remoção exigiu o içamento da estrutura e o uso de cabos de aço, guincho de grande porte e carregadeira para trazer o veículo até a margem.

De acordo com os bombeiros, os trabalhos seguiram até as 20h de domingo. O ônibus foi içado por meio de cabos fixados no eixo traseiro e no chassi. Toda a ação foi acompanhada pelas forças de segurança para garantir a integridade das equipes e a preservação do local.

Acidente aconteceu em Tocantinópolis, região norte do estado. — Foto: Corpo de Bombeiros Militar/ Divulgação;

O veículo transportava 48 passageiros e dois motoristas. Segundo a polícia, um homem de 31 anos e uma criança de 7 tiveram ferimentos leves. Ocivaldo, que descansava no compartimento de bagagens, não conseguiu escapar e morreu no local.

Os demais passageiros conseguiram deixar o ônibus com a ajuda de barqueiros e funcionários da empresa operadora da balsa. O corpo do motorista foi localizado na manhã seguinte.

Motorista que conduzia o veículo foi preso e depois liberado

O segundo motorista, Gustavo Xard Veloso Sousa Brito, conseguiu escapar pelas janelas, apresentando apenas escoriações. Por estar na direção do veículo no momento do acidente, ele foi preso em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Durante audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e o condutor chegou a ser transferido para a Cadeia Pública de Tocantinópolis. Posteriormente, a 1ª Vara Criminal concedeu liberdade provisória com medidas cautelares, como o comparecimento periódico em juízo e a suspensão do direito de dirigir.

Em nota, os advogados Patrícia Ramos e Ronaldo Jorge afirmaram que a decisão judicial “demonstra o entendimento de que, neste momento processual, a manutenção da prisão preventiva se mostrava desnecessária”. A defesa reiterou respeito à Justiça e às famílias das vítimas, assegurando que Gustavo “está à disposição para todos os atos do processo”.

Bastidores do Tocantins

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