Polícia Civil do Tocantins prende foragido investigado por homicídio ocorrido em Pau D’Arco
Suspeito estava foragido há cerca de oito anos e foi localizado no Mato Grosso com apoio das forças de segurança locais
Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins
A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 37ª Delegacia de Polícia de Pau D’Arco, cumpriu nesta quinta-feira, 29, mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por um homicídio ocorrido em 2019, no município de Pau D’Arco. A captura foi realizada no Estado do Mato Grosso, com apoio das forças de segurança locais.
De acordo com o delegado Marco Aurélio Barbosa Lima, titular da unidade policial e responsável pelas investigações, o suspeito, identificado pelas iniciais G.G.S.S., tinha 37 anos à época dos fatos. O crime ocorreu após uma discussão fútil em um bar localizado no Povoado Sudam, zona rural do município, quando o autor efetuou dois disparos de arma de fogo contra o peito da vítima, Sandro Napoleão Coutinho, de 54 anos, que morreu ainda no local.
Após o homicídio, o investigado, ainda armado, passou a ameaçar um terceiro envolvido, obrigando-o a conduzi-lo até a BR-153, o que facilitou sua fuga. Desde então, permaneceu foragido por aproximadamente oito anos, utilizando-se inclusive da ausência de documentos pessoais para dificultar sua identificação.
A localização do suspeito ocorreu durante uma ação da Prefeitura Itinerante de Pau D’Arco, realizada no próprio Povoado Sudam. Na ocasião, equipes da Polícia Civil que prestavam atendimento à comunidade realizaram diligências e conseguiram identificá-lo por meio de fotografia.
Após a confirmação da identidade, as informações foram imediatamente compartilhadas com policiais do Estado do Mato Grosso, que prestaram apoio à operação, resultando no cumprimento do mandado de prisão.
O homem foi conduzido à unidade policial competente e permanece à disposição do Poder Judiciário. Ele será recambiado para o Tocantins, onde responderá pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil. Em caso de condenação, a pena pode chegar a até 30 anos de reclusão, conforme previsto no artigo 121, §2º, do Código Penal.
A Polícia Civil do Tocantins destaca que a prisão representa um importante avanço no combate à impunidade e reforça o compromisso institucional com a responsabilização criminal, mesmo em crimes ocorridos há vários anos, garantindo justiça às vítimas e à sociedade.



