Polícia Civil do Tocantins identifica suspeito de fraude eletrônica contra empresa de Araguaína
Homem foi localizado no Pará com produto adquirido ilegalmente; prejuízo já ultrapassa R$ 40 mil
Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins
A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 3ª Divisão Especializada de Combate ao Crime Organizado (3ª DEIC – Araguaína), deflagrou nesta quinta-feira, 9, uma ação que resultou na identificação de um homem suspeito de envolvimento em um esquema criminoso praticado contra uma empresa de comércio de ar-condicionado automotivo com sede em Araguaína.
A ação, coordenada pelo delegado-chefe da 3ª DEIC, Márcio Lopes da Silva, ocorreu na cidade de Conceição do Araguaia, no Estado do Pará, onde um indivíduo — policial militar daquele estado — foi localizado na posse de um dos equipamentos oriundos da fraude eletrônica.
De acordo com o delegado, a empresa já havia acumulado prejuízo superior a R$ 40 mil em razão de compras fraudulentas realizadas pela internet, mediante o uso indevido de dados de empresas credenciadas junto à fornecedora.
Durante as diligências, os policiais civis localizaram o suspeito com um dos produtos de origem ilícita. Ele foi abordado, conduzido à delegacia local e autuado em flagrante pelo crime de receptação. Na ocasião, foi arbitrada fiança no valor de dois salários mínimos, sendo o investigado liberado após o pagamento.
As investigações apontam que os produtos adquiridos de forma fraudulenta eram enviados inicialmente para Conceição do Araguaia (PA) e, posteriormente, encaminhados para Redenção (PA).
As apurações continuam com o objetivo de esclarecer a participação do policial militar no esquema, bem como identificar e responsabilizar os demais envolvidos.
O delegado Márcio Lopes reforça o compromisso da Polícia Civil do Tocantins no combate à criminalidade. “Daremos continuidade às investigações para esclarecer toda a dinâmica do crime, que já causou prejuízo considerável à empresa vítima. Vamos intensificar as diligências para identificar todos os envolvidos e garantir a responsabilização na forma da lei”, destacou.



