Polícia Civil encerra investigação e aponta dois jovens como autores de roubo armado em loja de Araguaína
Suspeitos confessaram o crime; parte dos produtos levados foi recuperada após diligências da Delegacia de Repressão a Roubos.
Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins
A Polícia Civil do Tocantins concluiu o inquérito que apurou o assalto praticado em um estabelecimento comercial de Araguaína no dia 15 de setembro de 2025. A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos (DRR), resultou no indiciamento de dois jovens, de 18 e 22 anos, pelos crimes de roubo duplamente majorado — cometidos com uso de arma de fogo e restrição da liberdade das vítimas.
Segundo a apuração, os criminosos fingiram ser clientes antes de anunciar o assalto. Com armas em punho, obrigaram duas funcionárias a se deitar no chão e levaram diversos itens da loja, incluindo peças de roupa, calçados, bonés, perfumes, celulares e cerca de R$ 300 em dinheiro. Antes de fugir, quebraram uma câmera de segurança na tentativa de dificultar o trabalho policial.
A divulgação das imagens do crime teve papel decisivo nas buscas. Denúncias anônimas permitiram que os investigadores chegassem rapidamente aos suspeitos. O jovem identificado pelas iniciais B.J.P.S., de 22 anos, apresentou-se espontaneamente à polícia, confessou a participação no roubo e autorizou buscas em sua residência, onde parte dos objetos subtraídos foi localizada. Já W.F.S., de 18 anos, também admitiu envolvimento após ser encontrado por meio de mandado de busca e apreensão.
O delegado Fellipe Crivelaro, responsável pelo caso, ressaltou a importância da colaboração da comunidade.
“A identificação dos autores só foi possível graças à participação ativa da população. As informações recebidas e o trabalho rápido da equipe permitiram recuperar boa parte dos materiais e concluir o inquérito com agilidade”, afirmou.
Com o encerramento da investigação, o caso segue agora para análise do Poder Judiciário. Ambos responderão pelos crimes de roubo duplamente majorado, que preveem penas mais severas devido ao uso de arma de fogo e à restrição da liberdade das vítimas.



