Narubia Werreria é reconduzida ao cargo de secretária dos Povos Originários e Tradicionais do Tocantins
Primeira titular da SEPOT desde sua criação, indígena Iny retoma a liderança da pasta com a missão de fortalecer políticas para povos tradicionais.

Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins
A ativista indígena Narubia Werreria está de volta ao comando da Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais do Tocantins (SEPOT). A nomeação foi publicada na edição desta quinta-feira, 18 de setembro de 2025, do Diário Oficial do Estado, oficializando o retorno da gestora ao cargo que já havia ocupado anteriormente.

Narubia foi a primeira secretária a assumir a SEPOT desde sua criação, ainda no governo do então titular Wanderlei Barbosa, quando a pasta foi instituída com o objetivo de dar protagonismo às políticas voltadas para povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, ciganos e comunidades de matriz africana.
Compromisso renovado com os territórios tradicionais
Em declaração feita à produção do portal Bastidores do Tocantins, Narubia celebrou o retorno. “Assumir novamente essa secretaria é reafirmar um compromisso que já vive em mim. A SEPOT é uma ferramenta de diálogo direto com os povos originários e tradicionais. Vamos seguir fortalecendo os territórios, ouvindo as lideranças, valorizando nossas identidades e enfrentando, com coragem e união, os desafios que ainda persistem”, destacou.

A recondução acontece em meio a uma reorganização no primeiro escalão do Governo do Tocantins, liderado atualmente pelo governador em exercício Laurez Moreira, após o afastamento de Wanderlei Barbosa por decisão judicial.
Trajetória de resistência e representatividade
Filha do povo Iny (Karajá), Narubia é escritora, palestrante e ativista reconhecida nacionalmente por sua atuação firme na defesa dos direitos dos povos tradicionais e das mulheres indígenas. Foi a primeira mulher indígena a assumir uma secretaria de Estado no Tocantins, e segue sendo uma referência de representatividade política no país.

Com o retorno ao comando da SEPOT, a expectativa é de retomada de agendas prioritárias nos territórios, ampliação do diálogo com as comunidades e fortalecimento institucional das ações voltadas à proteção dos direitos originários.



