Investigação

Motorista suspeito de provocar acidente que matou pai e bebê na BR-153 vira réu na Justiça do Tocantins

Acidente ocorreu em dezembro de 2025, em Araguaína; mãe da criança sobreviveu e segue em recuperação.

Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins 

O motorista Lucas Rodrigues Monteiro, suspeito de provocar o acidente que resultou na morte de um pai e de um bebê na BR-153, em Araguaína, norte do Tocantins, tornou-se réu no processo judicial que apura o caso. O acidente aconteceu no dia 14 de dezembro de 2025 e também deixou uma mulher ferida.

Segundo as investigações, o carro conduzido por Lucas colidiu com a motocicleta pilotada por Caio Pinheiro Rocha, de 22 anos. Na moto estavam ainda o filho do casal, Pietro Gael Pinheiro Magalhães, de apenas dois meses, que morreu no local, e a mãe da criança, única sobrevivente do acidente.

Após a colisão, Lucas foi detido sob suspeita de dirigir sob efeito de álcool. Na delegacia da Polícia Civil, ele foi preso em flagrante por homicídio. Posteriormente, a prisão foi convertida em preventiva. O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) informou que apresentou denúncia contra o motorista nesta terça-feira (13), a qual foi aceita pela Justiça. O processo tramita na 1ª Vara Criminal de Araguaína.

A defesa do réu informou que respeita a atuação do Ministério Público e afirmou que aguarda o andamento do processo para esclarecimento dos fatos por meio de depoimentos e produção de provas. Segundo os advogados, já foi protocolado pedido de habeas corpus solicitando a soltura de Lucas. A defesa sustenta que ele não apresentava sinais de embriaguez e que não tentou fugir do local, alegando que foi o próprio motorista quem acionou as autoridades após o acidente.

“É preciso cautela. Lucas é réu primário, sem antecedentes criminais, reside no distrito da culpa, possui trabalho fixo há quase cinco anos e tem família constituída. Não se pode atribuir culpa de forma antecipada”, afirmou a defesa.

Por outro lado, o Ministério Público aponta que o motorista estava sob influência de álcool e conduzia o veículo em uma pista molhada, com pneus dianteiros em más condições de uso. Conforme a denúncia, Lucas teria invadido a faixa onde trafegava a motocicleta da família, que não teve qualquer possibilidade de evitar a colisão. O acidente ocorreu por volta das 10h50.

O MPTO atribuiu qualificadoras ao caso, como o uso de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas e a criação de perigo comum, considerando que a conduta do motorista colocou outros usuários da rodovia em risco. Também foi imputado o dolo eventual, caracterizado quando o condutor assume o risco de provocar um acidente ao dirigir em condições perigosas. A denúncia ainda aponta tentativa de fuga do local, contida até a chegada da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Investigação

De acordo com a Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança indicaram que o motorista trafegava em alta velocidade no momento do acidente. Testemunhas relataram que ele aparentava estar alcoolizado. Durante depoimento, Lucas confessou ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir.

A Polícia Civil destacou ainda a ausência de marcas de frenagem, as condições climáticas adversas, os pneus inadequados do veículo e a tentativa de evasão do local como elementos que reforçaram a decisão pela prisão e embasaram a denúncia apresentada à Justiça.

Bastidores do Tocantins

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