Influenciadora Karol Digital é presa em operação contra jogos ilegais; McLaren de R$ 3 milhões é apreendida
Polícia Civil apreende carros de luxo, imóveis e fazenda em investigação que apura movimentação de R$ 217 milhões em jogos de azar e lavagem de dinheiro
Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins
A influenciadora digital Maria Karollyny Campos Ferreira, conhecida como Karol Digital, e o namorado dela, Dhemerson Rezende Costa, foram presos preventivamente durante a Operação FRAUS, deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins. A investigação apura um esquema de exploração ilegal de jogos de azar, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crime contra a economia popular.
Durante a operação, foram apreendidos sete veículos de luxo, incluindo uma McLaren Artura híbrida, avaliada em R$ 3,1 milhões na data da compra, além de uma RAM 3500, um Porsche e outros automóveis que, juntos, somam aproximadamente R$ 5,5 milhões.
A McLaren Artura, fabricada com fibra de carbono e equipada com motor V6 biturbo aliado a um motor elétrico, possui 700 cavalos de potência e acelera de 0 a 100 km/h em apenas 3 segundos, atingindo velocidade máxima de 330 km/h. Atualmente, o carro está avaliado em R$ 2,3 milhões, segundo a tabela Fipe.
Além dos veículos, foram apreendidos sete imóveis em nome da influenciadora – seis localizados em Araguaína e um em Babaçulândia –, além de uma fazenda em Palmeirante, avaliada em R$ 8 milhões, que conta com 248 cabeças de gado e cavalos de raça.
A Justiça autorizou o sequestro de bens e valores até o limite de R$ 37 milhões. A decisão é baseada em indícios de que os investigados movimentaram mais de R$ 217 milhões entre janeiro de 2019 e outubro de 2024, com recursos provenientes de plataformas de apostas ilegais e empresas de intermediação financeira.
Em entrevista à imprensa, o advogado de defesa, Maurício Araújo, afirmou que os clientes são inocentes. “A fonte de renda da minha cliente é legal. Ela atua como influenciadora digital. Acreditamos que tudo será devidamente esclarecido”, declarou.
Todos os mandados de prisão e busca foram autorizados pela 1ª Vara Criminal de Araguaína. A Secretaria de Segurança Pública do Tocantins continua as investigações.



