Estado

Governo do Tocantins, sob liderança de Wanderlei Barbosa, cria comissão para revisar atos da gestão interina e garantir continuidade dos serviços essenciais

Ação intersetorial reforça prioridade do governador em estabilizar o Estado, proteger serviços públicos e recuperar a economia após 93 dias de instabilidade administrativa

Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins

Para assegurar o pleno funcionamento da máquina pública e restabelecer a normalidade administrativa, o governador Wanderlei Barbosa determinou a criação de uma comissão especial responsável por analisar os atos praticados durante os 93 dias de gestão interina no Tocantins. A medida tem como objetivo prevenir prejuízos à população, evitar a interrupção de serviços essenciais e promover a retomada econômica do Estado.

A decisão do governador reafirma seu compromisso em garantir transparência, responsabilidade e segurança administrativa na reconstrução das políticas públicas suspensas ou alteradas no período de instabilidade.

A comissão será composta pela Procuradoria-Geral do Estado, Casa Civil, Secretaria do Planejamento, Secretaria da Fazenda e Controladoria-Geral do Estado. Caberá ao grupo revisar contratos firmados e cancelados, pagamentos interrompidos ou autorizados, além de identificar medidas que tenham causado impacto direto nos serviços de saúde, educação, segurança e na economia estadual.

O secretário-chefe da Casa Civil, Deocleciano Gomes, reforçou que a orientação do governador é garantir que nenhum serviço essencial seja prejudicado.

“O governador Wanderlei Barbosa está empenhado em restabelecer o equilíbrio administrativo. A comissão vai assegurar que a população não sofra com a interrupção de serviços e que o Estado retome sua força econômica após uma queda de arrecadação superior a 20% no período interino”, destacou.

Ações da gestão interina que serão revistas pela comissão

Entre os pontos que receberão análise técnica e jurídica estão:

  • Decreto de emergência na saúde contendo dívidas já prescritas;
  • Anúncio de R$ 417 milhões aos municípios sem previsão orçamentária;
  • Lançamento de programas com caráter eleitoreiro, como o Tocantins Presente;
  • Inauguração de obras não concluídas;
  • Cancelamento do programa Jovem Trabalhador, prejudicando 1.600 jovens;
  • Suspensão de serviços do plano de saúde dos servidores estaduais;
  • Desmonte da Rede Integrada de Proteção à Mulher, com recolhimento de 44 caminhonetes distribuídas aos municípios.

A comissão também irá propor soluções imediatas para restabelecer programas paralisados e garantir que o Estado volte a operar com eficiência e responsabilidade fiscal.

Bastidores do Tocantins

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