Dólar fecha no menor patamar em quase dois anos nesta segunda-feira (9) e Ibovespa renova recorde histórico
Movimento do mercado ocorreu ao longo do pregão de ontem, com impacto direto do cenário internacional e sinalizações da China.
Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins
O dólar encerrou o pregão desta segunda-feira (9) em forte queda e fechou abaixo de R$ 5,20, alcançando o menor valor registrado nos últimos 21 meses. O movimento de desvalorização da moeda norte-americana ganhou força ao longo do dia e foi acompanhado por uma disparada da Bolsa de Valores brasileira, que atingiu um novo recorde histórico, superando os 186 mil pontos.
Durante a manhã, a cotação do dólar já operava em baixa, refletindo o cenário internacional. Por volta das 13h, a moeda chegou a tocar patamares ainda menores, com investidores aproveitando o momento para realizar compras. Mesmo com parte das operações no período da tarde, o dólar manteve trajetória de queda até o fechamento do mercado, por volta das 17h.
O desempenho do câmbio em 2026 reforça a tendência de enfraquecimento do dólar frente ao real, em meio a um ambiente global mais favorável às economias emergentes. Analistas apontam que o cenário externo tem sido determinante para esse movimento, especialmente diante das expectativas de novos cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) nos Estados Unidos.
Outro fator que pesou fortemente no mercado nesta segunda-feira (9) foi a sinalização do governo da China, que orientou bancos privados a reduzirem a compra de títulos do Tesouro norte-americano. A medida elevou a pressão sobre o dólar no mercado internacional e impactou diretamente as negociações no Brasil.
Na B3, o Ibovespa fechou o dia em alta expressiva, renovando seu recorde histórico. As ações de bancos, petroleiras e mineradoras lideraram os ganhos ao longo do pregão, impulsionando o índice. Com o resultado de ontem, a Bolsa brasileira amplia a valorização acumulada em 2026.
Nesta terça-feira (10), o mercado segue atento aos desdobramentos do cenário internacional e às próximas sinalizações das principais economias globais, que devem continuar influenciando o comportamento do dólar e da bolsa no Brasil.
Fonte: Wellton Máximo/Agência Brasil
