Desaparecimento e corpo em lote baldio: cronologia revela feminicídio de merendeira em Araguaína
Crime ocorreu após suspeito não aceitar o fim do relacionamento; marido da vítima segue foragido.
Kenar Lima/Bastidores do Tocantins
O assassinato da merendeira Rozália Gonçalves Pereira, ocorrido em janeiro de 2026 em Araguaína, teve desdobramentos que evidenciam um caso de feminicídio marcado por planejamento e fuga. O principal suspeito, o marido Raimundo Gomes da Silva, foi indiciado pela Polícia Civil e permanece foragido.
De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado pela não aceitação do fim do relacionamento. A polícia aponta que o suspeito criou um perfil falso em redes sociais para atrair a vítima até um encontro, onde teria cometido o assassinato com golpes de faca.
Rozália desapareceu no dia 1º de janeiro de 2026, após sair para encontrar uma pessoa que conheceu pela internet. Segundo a apuração policial, o próprio marido teria armado a situação utilizando um perfil falso.
No dia do crime, o suspeito saiu de casa portando uma faca e, após o encontro com a vítima, teria cometido o homicídio. Após o ocorrido, ele fugiu do estado, deixando para trás os cinco filhos do casal, sendo quatro deles crianças.
Corpo encontrado
O corpo da vítima foi localizado no dia 5 de janeiro, em um terreno baldio no setor Lago Sul, também em Araguaína. A descoberta ocorreu após moradores relatarem mau cheiro e a presença de urubus na área.

A vítima estava em estado avançado de decomposição e apresentava perfurações na região do tórax. A perícia foi realizada no local e o caso passou a ser investigado pela 2ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Indiciamento e fuga
No dia 13 de março, após a conclusão do inquérito, o marido foi formalmente indiciado por feminicídio. A Polícia Civil divulgou um cartaz de procurado e solicita que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito seja repassada por meio do disque-denúncia 197 ou pelo WhatsApp da DHPP.

Medo e insegurança
Com o suspeito ainda foragido, familiares da vítima vivem sob medo. A filha de Rozália relatou receio de possíveis ameaças, destacando a insegurança diante da situação.
O caso reforça o alerta sobre a violência contra a mulher e a importância da denúncia e da atuação das autoridades para prevenir e combater crimes dessa natureza.



