Plantão Policial

Polícia Civil cumpre mandados contra casal investigado por homicídio em casa de shows em Palmas

Operação Serpens apura execução de Ilmar Pereira Leite após confusão entre casais; autora das agressões foi presa preventivamente.

Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas, deflagrou na manhã desta sexta-feira, 28, a Operação Serpens, para cumprimento de mandados de prisão e busca na residência de um casal investigado por envolvimento no homicídio de Ilmar Pereira Leite, ocorrido em 15 de dezembro de 2024, na região norte da capital.

Os alvos da operação são um homem identificado pelas iniciais A.M.S., apontado como autor dos disparos de arma de fogo, e G.S., companheira dele, que teria participado das agressões e incentivado o crime. A vítima chegou a ser socorrida com vida, mas morreu no Hospital Geral de Palmas.

Segundo o delegado Eduardo Menezes, responsável pela investigação, tudo começou com uma confusão entre os casais durante um evento em uma casa de shows na quadra 602 Norte. Testemunhas e imagens de segurança revelaram que a companheira de Ilmar foi agredida por G.S. e, ao tentar defendê-la, Ilmar também foi ameaçado por A.M.S. A confusão foi contida pelos seguranças e os envolvidos deixaram o local.

Mais tarde, após idas e vindas à região, Ilmar acabou sendo surpreendido por seis disparos enquanto esperava o enteado em frente a um bar. O suspeito se aproximou do carro e efetuou os tiros com Ilmar ainda preso pelo cinto de segurança. A companheira do autor acompanhava a ação e, segundo relatos, incentivava o crime.

A investigação aponta ainda que o filho da vítima presenciou a execução e tentou perseguir o autor, mas ele conseguiu fugir. A dupla se apresentou dias depois na sede da DHPP. G.S. tentou distorcer os fatos, alegando legítima defesa, mas acabou sendo desmentida pelas imagens já coletadas pela polícia. A.M.S., por sua vez, permaneceu em silêncio.

Prisões e apreensões

A.M.S. já estava preso preventivamente desde 11 de janeiro deste ano, por tráfico de drogas. Já G.S., embora estivesse com ele na ocasião, respondia em liberdade. Agora, a Justiça também decretou sua prisão preventiva por homicídio, que foi cumprida nesta sexta-feira. Ela foi levada à sede da DHPP e, após os trâmites legais, encaminhada à Unidade Penal Feminina de Palmas.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais civis apreenderam dispositivos eletrônicos na residência do casal, que poderão auxiliar na conclusão do inquérito. O material será periciado. A investigação deve ser finalizada nos próximos dias e encaminhada ao Poder Judiciário.

Bastidores do Tocantins

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