Adapec alerta produtores para proibição de soja viva no campo durante vazio sanitário no Tocantins
Período segue até 30 de setembro e tem como objetivo reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática entre uma safra e outra.
Kenar Lima/Bastidores do Tocantins
A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) reforçou o alerta aos produtores rurais sobre as regras do vazio sanitário da soja, período em que ficam proibidos o plantio e a manutenção de plantas vivas da cultura no campo.
No Tocantins, a medida começou em 1º de julho e segue até 30 de setembro, totalizando 90 dias de restrição. O objetivo é prevenir e controlar a ferrugem asiática, considerada uma das principais ameaças à cultura da soja.
Durante esse período, produtores que identificarem plantas voluntárias de soja, também conhecidas como tigueras, devem providenciar a eliminação imediata, seja por meio químico ou mecânico.
Medida busca reduzir presença do fungo
O vazio sanitário funciona como uma estratégia para interromper o ciclo de sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática entre uma safra e outra.
Sem plantas vivas de soja no campo por 90 dias, a capacidade de permanência do patógeno é reduzida, contribuindo para que a próxima safra comece com menor pressão da doença.
A medida também ajuda a reduzir a necessidade de aplicações precoces de fungicidas e favorece o manejo fitossanitário das lavouras.
Fiscalização e sanções
A Adapec destaca que a proibição vale para plantas cultivadas e também para aquelas que surgem de forma espontânea.
Caso sejam encontradas plantas vivas de soja durante o vazio sanitário, o produtor deve eliminá-las imediatamente.
O descumprimento das regras pode resultar em sanções previstas na legislação, incluindo medidas administrativas aplicadas pelos órgãos de defesa agropecuária.
A orientação é que os produtores mantenham atenção constante às áreas de cultivo, margens de estradas, pátios, armazéns e outros locais onde possam surgir plantas voluntárias de soja.



