Política

Justiça Eleitoral suspende pesquisas que colocavam Vicentinho na frente por falta de transparência

TRE-TO aponta indícios de irregularidades e possível fraude em levantamentos do Instituto Exata divulgados no Tocantins.

Kenar Lima/Bastidores do Tocantins 

O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) determinou, nesta quarta-feira (1º), a suspensão imediata da divulgação de duas pesquisas de intenção de voto realizadas pelo Instituto Exata. As decisões liminares foram proferidas pela juíza relatora Carolynne Souza de Macêdo Oliveira, atendendo integralmente aos pedidos do diretório estadual do União Brasil.

As pesquisas suspensas estão registradas sob os números TO-01693/2026 e TO-06645/2026. De acordo com as representações apresentadas pelo partido, há fortes indícios de simulação e fraude nos levantamentos.

Justiça Eleitoral suspende pesquisas do Instituto Exata no Tocantins por irregularidades e falta de transparência na metodologia – Foto: Divulgação

Segundo o União Brasil, o instituto teria registrado dados da execução da pesquisa — que deveriam refletir o trabalho de campo — antes mesmo da coleta de informações ser iniciada, o que levanta dúvidas sobre a veracidade dos resultados apresentados.

Falta de transparência e dados obrigatórios

Outro ponto destacado nas decisões é o descumprimento de exigências previstas na Resolução nº 23.600/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determina a inclusão de informações detalhadas sobre a metodologia das pesquisas.

Entre os dados ausentes estão o número de eleitores entrevistados por setor censitário e a composição da amostra, incluindo critérios como gênero, idade, escolaridade e nível econômico. A ausência dessas informações compromete a transparência e impede a verificação da credibilidade dos levantamentos.

Na decisão, a magistrada Carolynne Souza de Macêdo Oliveira destacou o risco ao processo democrático. “A divulgação irregular de números estatísticos possui aptidão de causar interferência indevida ao eleitorado tocantinense, bem como de induzi-lo a erro mediante dados que carecem de transparência”, pontuou.

Possíveis sanções

O advogado do União Brasil no Tocantins, Leandro Manzano, afirmou que as irregularidades comprometem a lisura do processo eleitoral. “Há fortes indícios de que as pesquisas foram simuladas. A falta de dados essenciais torna os levantamentos impossíveis de serem auditados”, declarou.

Com a decisão, o Instituto Exata está proibido de divulgar os resultados das pesquisas sob pena de multa diária. A legislação eleitoral prevê sanções que podem ultrapassar R$ 100 mil em casos de divulgação de pesquisas irregulares.

Bastidores do Tocantins

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