Nova tabela do IR começa a valer e trabalhadores de até R$ 5 mil sentem alívio já no contracheque de janeiro
Isenção e redução do imposto beneficiam milhões de brasileiros e ampliam a renda disponível das famílias.
Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins
Os trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês já começaram a perceber, no salário referente a janeiro, os efeitos práticos da nova tabela do Imposto de Renda. A mudança garante isenção total para essa faixa salarial e redução do desconto para quem ganha até R$ 7.350.
A medida foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Luiz Inacio Lula da Silva em novembro do ano passado, como parte de uma proposta de justiça tributária defendida pelo governo federal e conduzida pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Na prática, a mudança atinge trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas. Até o ano passado, qualquer pessoa que ganhasse acima de R$ 2.428,80 já era obrigada a pagar imposto.
Quem ganha até R$ 5 mil fica totalmente isento
Com a nova regra:
- Quem ganha até R$ 5 mil não paga mais Imposto de Renda;
- Quem recebe até R$ 7.350 terá redução no valor descontado;
- A compensação da arrecadação virá de quem ganha mais de R$ 600 mil por ano.
Segundo o governo federal, 10 milhões de brasileiros passam a ficar isentos e outros 5 milhões terão redução do tributo.
Alívio no orçamento familiar
Para muitos trabalhadores, a mudança representa impacto direto no orçamento doméstico. É o caso da professora temporária Silvângela Teixeira, do Acre, que pagou quase R$ 6 mil de imposto no ano passado e agora deixará de desembolsar mais de R$ 3 mil ao longo do ano.
O ganho extra pode ser usado para cobrir despesas essenciais como alimentação, energia, transporte e educação dos filhos — itens que pesam no orçamento das famílias brasileiras.
Avaliação econômica
Especialistas avaliam a medida como fundamental para ampliar a renda disponível das camadas de menor poder aquisitivo. A recomendação é que o valor economizado seja priorizado para:
- Quitação de dívidas;
- Evitar novos empréstimos em cenário de juros altos;
- Organização financeira familiar.
Justiça tributária
O governo federal defende que a medida corrige uma distorção histórica no sistema tributário brasileiro, ao aliviar quem ganha menos e ampliar a cobrança sobre as altas rendas.
A proposta reforça o princípio de que quem ganha mais contribui mais, enquanto trabalhadores de menor renda passam a ter maior poder de compra e qualidade de vida.