Justiça decreta prisão preventiva de motorista suspeito de causar acidente que matou pai e filho em Araguaína
Caso ocorreu na BR-153; Ministério Público aponta indícios de embriaguez, excesso de velocidade e dolo eventual
Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins
A Justiça decretou a prisão preventiva de Lucas Rodrigues Monteiro, motorista suspeito de causar um grave acidente de trânsito que resultou na morte de Caio Pinheiro Rocha, de 22 anos, e de seu filho, Pietro Gael Pinheiro Magalhães, de apenas dois meses. O caso aconteceu no dia 14 de dezembro, em um trecho da BR-153, em Araguaína, no norte do estado.
Segundo as investigações, Lucas conduzia o carro que atingiu a motocicleta onde estavam as vítimas. A mãe da criança, que também estava na moto, ficou gravemente ferida. O motorista foi detido no dia do acidente, sob suspeita de dirigir sob efeito de álcool, e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia, a pedido do Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO).
De acordo com o MPTO, a decisão judicial levou em consideração a comoção social causada pelas mortes, além do histórico criminal do suspeito. Lucas já responde a outro processo e, conforme o órgão ministerial, é suspeito de descumprir medidas cautelares anteriormente impostas, como a proibição de frequentar bares e locais que comercializem bebidas alcoólicas. Para a promotoria, esses fatores indicam periculosidade social e risco de reiteração delitiva.
Laudos periciais preliminares apontaram ausência de frenagem na pista, o que, segundo a acusação, caracteriza assunção de risco. A perícia também destacou que o motorista teria trafegado em velocidade superior à permitida, em pista molhada, com indícios de embriaguez. O fato de Lucas ser mecânico e possuir conhecimento técnico sobre as condições do veículo também foi considerado.
O caso foi enquadrado como crime doloso contra a vida e encaminhado para a Vara do Tribunal do Júri.
Em nota, a defesa de Lucas afirmou que ele estava emocionalmente abalado, porém com discernimento preservado e sem sinais de embriaguez no momento da prisão. Alegou ainda que chovia intensamente, que a velocidade do veículo variava entre 60 km/h e 80 km/h, e que o motorista tentou desviar da motocicleta ao perceber a aproximação. A defesa sustenta que ainda não há laudos conclusivos sobre a dinâmica do acidente e pede cautela até a finalização das perícias.



