Educação

Assembleia aprova novo PCCR da Educação por unanimidade e parlamentares destacam atuação de Laurez e Wanderlei

Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração da Educação é aprovado após mais de um ano de debates e articulações entre governo, sindicato e deputados estaduais.

Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins 

Após um ano e quatro meses de discussões, o novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da Educação foi aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) nesta terça-feira, 4. A votação ocorreu em duas sessões consecutivas e foi marcada por discursos que reconheceram o empenho do governador em exercício, Laurez Moreira (PSD), responsável pelo envio da matéria, e do governador afastado, Wanderlei Barbosa (Republicanos), que iniciou o processo de construção da proposta.

Durante as manifestações em plenário, parlamentares de diferentes partidos elogiaram o avanço da pauta e a importância do diálogo entre governo e categoria. O presidente da Casa, Amélio Cayres (Republicanos), destacou a relevância do momento e o impacto positivo da medida para os profissionais da educação. Deputados como Winston Gomes (PSD), Ivory de Lira (PCdoB) e Jorge Frederico (Republicanos) também ressaltaram a colaboração entre as gestões de Wanderlei e Laurez no andamento do projeto.

Os deputados Gutierres Torquato e Eduardo Fortes (PSD) se diferenciaram na abordagem: o primeiro concentrou os agradecimentos na atuação de Laurez Moreira, enquanto o segundo enalteceu apenas o trabalho de Wanderlei Barbosa. Já os parlamentares Marcus Marcelo (PL) e Júnior Geo (PSDB), que estiveram entre os mais engajados na análise da proposta, comemoraram a aprovação, mas ponderaram que o texto poderia ter avançado mais em alguns pontos. “A rede estadual aguardava há dez anos uma atualização do plano. É um passo importante, mas ainda há reivindicações que não foram contempladas”, afirmou Marcus Marcelo.

Debates e pendências

Em seu pronunciamento, Marcus Marcelo também aproveitou para se solidarizar com os profissionais da educação de Araguaína, que enfrentam divergências com o Executivo municipal sobre o plano local da categoria. Segundo o deputado, “enquanto o Tocantins avança na valorização dos professores, em Araguaína há medidas que retiram direitos adquiridos”.

O deputado Júnior Geo reforçou que, apesar dos avanços, persistem desafios. Ele lembrou que professores recém-concursados e o grupo de professores normalistas (Pronos) ainda não tiveram suas demandas atendidas. “Conseguimos incluir algumas emendas importantes, mas há diversas pendências que precisam continuar sendo debatidas”, pontuou.

Entenda o processo

A construção do novo PCCR teve início em junho de 2024, com a criação de uma comissão mista formada por representantes do Governo do Estado, da Secretaria da Educação (Seduc) e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet). O texto final foi concluído em abril de 2025, prevendo um impacto financeiro anual de R$ 150,5 milhões.

Devido às limitações fiscais, a proposta foi ajustada pelo Comitê Gestor de Finanças, que definiu o envio do projeto à Aleto somente em setembro. Contudo, o afastamento temporário do governador Wanderlei Barbosa adiou o cronograma. Com a posse interina de Laurez Moreira, a proposta foi reavaliada, mas mantida em seus principais pontos.

Após manifestações e duas paralisações da categoria, o governo confirmou o envio do texto ao Legislativo. O projeto foi encaminhado no Dia do Professor e aprovado em primeiro e segundo turnos no mesmo dia, encerrando um ciclo de intensos debates e mobilizações em torno da valorização da educação tocantinense.

Bastidores do Tocantins

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