Israel divulga primeiras imagens de reféns libertados pelo Hamas após mais de dois anos de cativeiro
Grupo terrorista libertou 20 israelenses nesta segunda-feira (13), em operação que durou cerca de duas horas; maioria das vítimas é de jovens entre 22 e 28 anos.
Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins
O governo de Israel divulgou nesta segunda-feira (13) as primeiras imagens dos reféns libertados pelo grupo terrorista Hamas, após 738 dias em cativeiro na Faixa de Gaza. A operação, que teve início por volta das 2h30min (horário local), resultou na libertação de 20 pessoas, concluindo-se aproximadamente duas horas depois.
A maioria dos libertados são homens jovens, entre 22 e 28 anos, além de um refém de 48 anos. Entre as vítimas estão soldados, estudantes, artistas e civis que haviam sido sequestrados durante os ataques de 7 de outubro de 2023, quando o Hamas invadiu comunidades israelenses próximas à fronteira com Gaza, dando início ao atual conflito.

Quem são os reféns libertados
Entre os libertados estão nomes que ficaram conhecidos internacionalmente desde o início da guerra:
- Matan Angrest (22) – Militar capturado em seu tanque próximo à base de Nahal Oz, enquanto tentava conter a invasão de comandos do Hamas.
- Gali e Ziv Berman (28) – Gêmeos israelenses-alemães sequestrados no kibutz Kfar Aza, conhecido por ter sido incendiado durante o ataque.
- Elkana Bohbot (36) – Produtor do festival Nova Music, sequestrado durante o massacre que matou cerca de 370 pessoas.
- Rom Braslavski (21) – Jovem de Jerusalém, ferido nas mãos durante o ataque e sequestrado enquanto auxiliava vítimas.
- Nimrod Cohen (21) – Soldado retirado à força de seu tanque avariado próximo a Nahal Oz.
- David e Ariel Cunio (35 e 28) – Irmãos israelenses-argentinos sequestrados com a família em Nir Oz. Outros membros da família foram libertados em 2023 e 2025.
- Evyatar David (24) e Guy Gilboa Dalal (24) – Amigos sequestrados no festival Nova, onde participavam como frequentadores.
- Maxim Herkin (37) – Israelense de origem ucraniana, pai de uma menina de cinco anos.
- Eitan Horn (39) – Educador sequestrado em Nir Oz junto com o irmão Yair, libertado em fevereiro.
- Segev Kalfon (27) – Funcionário da padaria da família, sequestrado enquanto tentava fugir pela estrada 232.
- Bar Kuperstein (23) – Enfermeiro do Exército que tentava socorrer feridos na festa.
- Omri Miran (48) – Terapeuta sequestrado em Nahal Oz, onde vivia com a esposa e duas filhas pequenas.
- Eitan Mor (25) – Jovem agente de segurança sequestrado no festival Nova; seu pai lidera grupo de familiares de reféns.
- Yosef Haim Ohana (25) – Barman que ajudava feridos durante o ataque antes de ser levado.
- Alon Ohel (24) – Pianista talentoso, com cidadania alemã e sérvia, sequestrado enquanto tentava se proteger em um abrigo.
- Avinatan Or (32) – Companheiro de Noa Argamani, libertada em operação militar em junho de 2024.
- Matan Zangauker (25) – Jovem trabalhador de uma fazenda de cannabis medicinal, sequestrado em Nir Oz.
Contexto e operação de resgate
A libertação ocorre após meses de negociações indiretas, com mediação do Egito, Catar e Estados Unidos, e ocorre em meio a uma nova tentativa de cessar-fogo temporário na região.

Os reféns estavam sob condições severas de confinamento e muitos apresentavam sinais de desnutrição e trauma psicológico, segundo o Ministério da Saúde israelense. Após o resgate, todos foram encaminhados para hospitais militares em Tel Aviv e Jerusalém para exames e acompanhamento médico.
Imagens divulgadas mostram familiares aguardando emocionados a chegada dos sobreviventes em bases aéreas, sob forte esquema de segurança.
Guerra entra no segundo ano
Desde o início da guerra, mais de 250 pessoas foram sequestradas pelo Hamas em Israel, das quais cerca de 110 continuam desaparecidas ou sob poder do grupo.

A ofensiva militar israelense, lançada em resposta ao ataque de 7 de outubro de 2023, já deixou dezenas de milhares de mortos em Gaza, segundo autoridades locais, e provocou crise humanitária sem precedentes na região.
Símbolo de resistência e luto
A libertação dos reféns tem forte impacto simbólico em Israel, onde o governo enfrenta pressão de familiares das vítimas para priorizar acordos humanitários e acelerar o fim dos cativeiros.
Ainda assim, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reiterou que o país continuará suas operações militares até “garantir a destruição completa das bases do Hamas”.



