Vírus do Pix evolui e desafia até biometria: entenda como age o golpe e saiba como se proteger
Golpe conhecido como “Mão Fantasma” volta mais sofisticado, infiltra-se em celulares por meio de jogos e aplicativos falsos, e realiza transações bancárias automáticas sem o conhecimento da vítima.
Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins
Uma nova modalidade de golpe digital vem preocupando especialistas em segurança e usuários de bancos no Brasil. Conhecido como “Vírus do Pix”, o ataque é uma evolução do temido golpe da “Mão Fantasma” e utiliza jogos e aplicativos falsos para se infiltrar nos celulares das vítimas.
Segundo especialistas da Kaspersky no Brasil, o golpe funciona de forma automática: ao instalar um aplicativo disfarçado de jogo popular ou app com promessas de prêmios, o usuário sem saber concede permissão de acessibilidade, permitindo ao vírus controlar o celular. A partir disso, o malware é capaz de abrir aplicativos bancários, burlar autenticações por biometria e reconhecimento facial, e realizar transferências por Pix sem que a vítima perceba.
“O malware ATS bloqueia a tela no momento em que o Pix está sendo processado. Enquanto o usuário espera a confirmação, o vírus altera o destinatário e o valor da transação, redirecionando o dinheiro de forma automatizada”, explica Fabio Marenghi, da Kaspersky.
Um dos pontos mais alarmantes é que o golpe acontece com a autorização da própria vítima, já que o pedido de permissão surge como uma solicitação comum e persiste até que a pessoa aceite — recurso comum no sistema Android.
Como se proteger?
A Kaspersky recomenda medidas simples, mas eficazes:
- Baixe apps apenas das lojas oficiais (Google Play e App Store);
- Nunca conceda permissão de acessibilidade a apps que não justifiquem claramente sua necessidade;
- Ative a autenticação de dois fatores (2FA) nas contas bancárias;
- Use um antivírus de qualidade, que possa detectar malwares antes que causem danos.
Com o avanço das fraudes digitais, manter a atenção redobrada e adotar boas práticas de cibersegurança é essencial para não cair em golpes como o do “Vírus do Pix”.



