Professora registra boletim após ser agredida e ameaçada por aluna em escola estadual de Guaraí
Estudante de casa de acolhimento teria dado soco, empurrado e ameaçado a docente dentro da sala de aula; caso está sob investigação da Polícia Civil.
Yasmim Rodrigues/Bastidores do Tocantins
Uma professora da rede estadual de ensino precisou registrar um boletim de ocorrência após ser agredida fisicamente e ameaçada por uma aluna dentro da sala de aula, em uma escola estadual de Guaraí, região centro-norte do Tocantins. O caso ocorreu na última quinta-feira, 2, e está sendo investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher e Vulneráveis da cidade.
Segundo o boletim de ocorrência, a aluna teria se irritado ao ser impedida de sair da sala pela professora. Em reação, desferiu um soco no braço da docente, além de empurrá-la. A profissional conseguiu se afastar, mas, segundo relatos, a aluna ainda a ameaçou dizendo que “iria furá-la com um canivete”, conforme relatado por uma servidora da escola.
A professora informou ao Bastidores do Tocantins que a jovem tem comportamentos agressivos recorrentes em sala, especialmente com outros estudantes. Após o episódio, ela relatou estar em estado de choque e sem condições emocionais de retornar às aulas com a mesma turma. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Tocantins (Sintet) afirmou que está acompanhando o caso e em diálogo com a gestão escolar para garantir apoio à profissional.
Nota da Seduc
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) confirmou que o caso aconteceu na Escola Estadual Raimundo Alencar Leão e que a estudante já era acompanhada pela equipe multidisciplinar da escola. A Pasta também informou que a jovem vive em uma Casa de Acolhimento Institucional, devido à sua situação de vulnerabilidade social e emocional.
A Seduc garantiu que a professora está recebendo apoio da equipe gestora e reforçou o compromisso com o ambiente de paz e acolhimento nas escolas. “Atuamos para que a situação seja resolvida com diálogo e responsabilidade, preservando os direitos da estudante e da professora”, disse em nota.
Investigação em segredo de justiça
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a estudante é multireincidente em casos semelhantes e que a investigação segue em segredo de justiça por envolver menor de idade.



